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Soneto para ti #1

  • sábado, 10 de dezembro de 2011
  • Mano













  • Morena de pele amorosa e amorada
    De fruta doce,  fina e saliente, charmosa
    De toque leve, suave deleite, formosa
    Olhos fortes e sinceros de mulata amorenada.

    Ah, se seus lábios falassem aos ventos
    Que careciam de lábios para beijar-te
    Mas que para que adormeças escarlate
    Só mesmo o calor e a vontade de meus beijos lentos

    Como o cavalgar à meia-noite
    E que o desejo me açoite
    Com sua corda sedosa.

    Como um espírito de amor
    Terei sempre ao meu dispor
    Tua boca venenosa!

    SONETO PARA O TIMÃO

  • domingo, 4 de dezembro de 2011
  • Mano






  • Sei que o brasileirão tava agitado para nós
    E que o vascão achava que dava pra levar
    Só não consegui o riso controlar
    Quando o flamengo fez o gol nos bocós!

    Tudo foi muito ligeiro para o timão
    Até o doutor já tinha previsto a taça
    Pois se não jogamos hoje na raça
    Mas Jorge Henrique fez a sua firula de apresentação

    A taça foi levantada
    A medalha será levada
    Só que não é a de bronze

    Pois o vasquinho coitado
    Tá chorando, VICEado
    Pelo Brasileirão 2011!

    VIVA O TIMÃO

    NATAL NOSTALGIA

  • sábado, 3 de dezembro de 2011
  • Mano



  • As crianças penduram uma estrela
    Os coros ensaiam seus atos
    Nas chaminés, miam os gatos
    Pois chegou sexta-feira!

    A árvore no centro
    Enfeitada e brilhosa
    É a mais sibilosa
    Lembrança aqui dentro!

    E tudo se passa
    Num jantar de passas
    Que me amacia...

    E já se põe a madrugada
    De tamanha empreitada
    Em um natal-nostalgia!

    SONETO PARA JÉSSICA DOS SANTOS (A PRÉFESSORA)

  • quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
  • Mano



  • Bate em minha porta um desejo
    De pura nostalgia em brasa
    E agarrando vai, outr’asa
    De uma ave, que era abraço, laço e beijo

    Em tuas dunas quero uma viagem
    Com meu barco ao horizonte
    Pois nas dunas, sou mirante
    Mas nas tuas, sou miragem

    Em cabelos graciosos
    Lábios gostosos
    A tua mão que ensina...

    Professora recém feita
    Mas por mim já foi eleita
    A mais bonita menina...

    O EXECUTOR

  • sábado, 26 de novembro de 2011
  • Mano









  • Amarrei o garrote no pescoço quente
    Pulsava sangue nas veias cativas
    Ainda olhei pra suas córneas vivas
    E vi um ódio, sujo e aparente

    Não tenho culpa de matar lordes
    Ou de patrícios mandarem na terra
    Mas não fui eu que comprei esta guerra
    Não me condene, eu somente cumpro ordens!

    Não me chame agressivo
    Pois sou muito passivo
    Ao governo dos seus...

    Mas não minto eu espero
    Um longo, honesto e sincero
    Apelo triste de Deus!

    SONETO DE VIRGEM MORTE

  • sexta-feira, 25 de novembro de 2011
  • Mano


  • Veja que ninguém te condenou ao Deus dará
    Se aí estás, é obra do destino
    Pois o quadro de um verdadeiro desatino
    Desatina-se ao saber que de nada servirá

    Um desperdício de idéias
    É estendido à cova da razão
    Que o torna, em propulsão
    Um amontoado louco de pangéias

    Aquecido o necrotério
    Que te condena ao cemitério
    Por um suspiro que jaz esquivo...

    E anuncia-se a morte
    Pois em vida,te falta a sorte
    Para alinhar-se à minha alegria de estar vivo...

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