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Agradecimento #1

  • sábado, 10 de dezembro de 2011
  • Felipe D´Castro

  • Minha cara gaúcha, tenha dó
    Da sua pobre mãe, pois triste destas
    Que colocam um filho aqui nesta
    Maravilha de mundo, e, vejam só,

    O pequeno, mimado sempre, move
    Toda hora seus lábios, e só merda
    Há de falar - nem sequer há de herdar
    A educação donde cresceu e mora...

    Cala-te já, agregado miserável
    De um país que inocente te acolhia
    A não saber o opróbrio que havia

    Neste teu pensamento excrementável...
    Pobre dessa mãe aí do teu sul
    Que vê a filha da boca fazer um cu...

    SONETO PARA O TIMÃO

  • domingo, 4 de dezembro de 2011
  • Mano






  • Sei que o brasileirão tava agitado para nós
    E que o vascão achava que dava pra levar
    Só não consegui o riso controlar
    Quando o flamengo fez o gol nos bocós!

    Tudo foi muito ligeiro para o timão
    Até o doutor já tinha previsto a taça
    Pois se não jogamos hoje na raça
    Mas Jorge Henrique fez a sua firula de apresentação

    A taça foi levantada
    A medalha será levada
    Só que não é a de bronze

    Pois o vasquinho coitado
    Tá chorando, VICEado
    Pelo Brasileirão 2011!

    VIVA O TIMÃO

    NATAL NOSTALGIA

  • sábado, 3 de dezembro de 2011
  • Mano



  • As crianças penduram uma estrela
    Os coros ensaiam seus atos
    Nas chaminés, miam os gatos
    Pois chegou sexta-feira!

    A árvore no centro
    Enfeitada e brilhosa
    É a mais sibilosa
    Lembrança aqui dentro!

    E tudo se passa
    Num jantar de passas
    Que me amacia...

    E já se põe a madrugada
    De tamanha empreitada
    Em um natal-nostalgia!

    SONETO DE VIRGEM MORTE

  • sexta-feira, 25 de novembro de 2011
  • Mano


  • Veja que ninguém te condenou ao Deus dará
    Se aí estás, é obra do destino
    Pois o quadro de um verdadeiro desatino
    Desatina-se ao saber que de nada servirá

    Um desperdício de idéias
    É estendido à cova da razão
    Que o torna, em propulsão
    Um amontoado louco de pangéias

    Aquecido o necrotério
    Que te condena ao cemitério
    Por um suspiro que jaz esquivo...

    E anuncia-se a morte
    Pois em vida,te falta a sorte
    Para alinhar-se à minha alegria de estar vivo...

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